Quais eram os processos da conexão da internet discada?

Apesar de existir desde 1980, foi no início dos anos 1990 e a primeira metade dos anos 2000 que a internet discada foi muito popular em todo o mundo. Naquela época era necessário esperar até meia-noite para poder acessar a internet e o seu uso não era para qualquer um, pois era necessário ter muita paciência para poder usa-la. Estimasse que em alguns lugares mais remotos ela ainda é utilizada.

A conexão discada continha uma trilha sonora que iniciava com um tom de discagem e, em seguida, uma sintonia de ruídos “estranhos” que iam até ao final. Todos esses ruídos significavam as etapas e os processos da conexão discada. Confira.

Discando para o provedor

Nos quatros segundos iniciais da conexão, o modem conferia se era possível uma discagem, da mesma forma como fazemos ao efetuar uma ligação em um telefone. Essa função era importante, pois era possível garantir que a linha estava operante e se era possível realizar qualquer tipo de contato. Em seguida, ele discava o número que você informou na configuração do discador.

Assim como em qualquer telefonema, o modem precisava de respostas para ver se não estava se comunicando sozinho. Era por isso, que se você digitasse um número errado na configuração, o modem não conseguia estabelecer uma conexão e, possivelmente, você ouviria uma voz de uma pessoa atendendo o telefone ou, até mesmo, a mensagem de que o número de telefone não existe.

Trocando informações

Após a discagem do número cadastrado na configuração, o modem aguardava uma resposta do provedor. O aparelho remoto – um aparelho capaz de se comunicar com diversas máquinas ao mesmo tempo—iniciava uma transação em códigos de v.8 bis e obrigava ao seu computador informar as suas capacidades.

O modem do computador respondia ao código V.8 bis e solicitava que mudasse o tipo de conexão para o modo de transferência. Além disso, o hardware de sua máquina enviava todas as suas capacidades, incluindo o fabricante e o país de origem.

Os dois modems ainda se comunicavam para saber quais as modulações que estavam disponíveis. A principal ideia dessa etapa era desabilitar a supressão de ecos e trocar informações na linguagem mais avançada possível.

Testando as capacidades e finalizando a conexão

Após saber o que cada um podia fazer e com um protocolo para a troca de informações estabelecido, o provedor verificava qual era a velocidade máxima para a conexão. Uma vez definida a velocidade da linha, não era permitido reduzi-la em hipótese alguma.

Aquele chiado todo no fim da música indicava que as duas partes estavam se estabelecendo uma transmissão e certificando se havia uma uniformidade no sinal. Por fim, mais alguns códigos binários eram trocados e equalizados com o objetivo de garantir a otimização do sinal.

A troca de dados é realizada sem que o usuário ouça baralhos, terminando com os barulhos esquisitos. A partir desse momento, as informações só podiam ser verificadas por softwares incluídos no sistema.  Caso a conexão seja finalizada, o modem fazia um estalo para avisar o usuário que a conexão foi estabelecida.

Para quem quer matar a saudades do barulho da conexão discada, segue um vídeo com o som reproduzido durante a discagem.

Fonte: Wikiwand |


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