Embalagem plástica é encontrada dentro de uma água-viva

Devido ao descarte incorreto do lixo, hoje estimasse que por ano mais de 25 milhões de toneladas de lixo acabam para o oceano. Com isso diversos animais acabam nadando em meio de canudos, garrafas plásticas, papeis e outros objetos descartáveis. Isso tudo faz com que diversas tartarugas e outros animais marinhos acabem engolindo ou tendo alguma parte de seus corpos prejudicados pelo lixo acumulado.

Em abril do ano passado, o periódico Scientific Reports divulgou as primeiras imagens de um plástico dentro de uma água marinha. Segundo eles, essa foi a primeira evidência de plástico encontrado em um animal dessa espécie.

A primeira aparição de uma água viva com uma embalagem plástica em seu corpo aconteceu no Mar Mediterrâneo em 2016 quando um grupo de cientistas participavam de uma expedição. Durante essa expedição, os pesquisadores relataram que diversas águas-vivas apresentavam algum tipo de lixo plástico preso em seu corpo, a maioria delas na cabeça ou em seus tentáculos.

Após a coleta de 12 águas-vivas, foi feito uma análise e quatro delas foram encontradas embalagens plásticas em seu sistema digestivo. Essa análise fez com que os cientistas acreditassem que os animais haviam confundido o plástico como alimento.

Estudos afirmam que os animais consumindo resíduos plásticos já é abundante. Para eles os animais consumem o lixo jogado no oceano por se confundirem com a sua presa: as tartarugas comem sacolas plásticas que se assemelham às águas-vivas, e peixes comem plásticos do tamanho de grãos de arroz porque se assemelham à sua comida normal.

Não se tem ideia sobre o porque as águas-vivas estão se alimentando de resíduos plásticos. Depois que o lixo plástico chega aos oceanos, ele começa a se desintegrar, e finas camadas de biofilme o revestem.  Cientistas acreditam que essa é uma hipótese sobre esse fato

Águas-vivas carregadas de plástico podem causar impactos similares à saúde dos animais que as consomem. O atum-rabilho, um dos seus predadores, é comumente pescado e ingerido por pessoas e animais marinhos, o que significa que os fragmentos microscópicos de plástico consumidos pelas águas-vivas podem ir parar na barriga de espécies maiores, como nós.

Fonte: National Geographic

 


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